Franco falantes

18/03/2010

Quando os franceses mataram seu rei buscaram logo romper o laço que unia Deus à soberania real absolutista.

Introduzem assim, no início do século XIX, a distinção entre Adieu e Au revoir. O adeus apaga-se da expressão “Adieu jusqu’au revoir” (adeus, até mais ver) e “Au revoir” triunfa no léxico revolucionário.

A condenação à morte da monarquia livrou a fé de sua vinculação com o absolutismo. A República nasceu civil. A sociedade mais livre. O Estado democrático, isto é, laico, não ateu, mas, antes, o fim da apropriação política de Deus. As relações humanas, o respeito à hierarquia dos valores, a convivência múltipla e consuetudinária, o respeito à fé, elevou-se a novo patamar não mais intolerante e absolutista.

Surgia a era dos Direitos Humanos: objetivos e subjetivos. Falta ainda muito ao Estado – com seus desejos de regular e controlar tudo e todos – amadurecer para essa cotidianidade livre.

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