Arquivos
Para oposição e governistas no Congresso, acordo com Irã “é bom, mas não basta”
O acordo assinado na manhã desta segunda-feira (17/5) pelo Brasil, Turquia e Irã para a troca de combustível nuclear iraniano foi considerado um avanço por diferentes setores do Congresso Nacional, tanto governistas quanto a oposição.
Leia maisPartidos trocam disputa por projetos de PT e PSDB
Baseado em três grandes partidos nacionais – PMDB, PT e PSDB -, uma dezena de legendas médias regionalizadas e outras tantas formadas por nanicos e ideológicos de pouca expressão, o modelo político brasileiro fez com que desde 1994 a efetiva disputa pelo poder ocorra apenas entre petistas e tucanos. Os outros partidos, sabendo que serão necessários numa futura coligação de governo, seja quem for o vencedor, preferem viver das gordas migalhas distribuídas em forma de ministérios e direção de estatais. Essas concessões, por sua vez, são transformadas em células que garantem a sobrevida partidária de cada um deles por mais um tempo.
Leia maisO novo Congresso: uma opinião
Mudança de legislatura é sempre esperança de tempo novo. Desde que mudem mentalidades mais do que pessoas e o Parlamento não sucumba à fadiga das repetições de comportamentos evitáveis e desnecessários. Em política, forte é o óbvio e seus compreensíveis esforços para ser realista, gradualista, democrático. A democracia é a negação da unanimidade, é o possível, mas não precisa ser o imperfeito e nem o injustificado.
Leia maisO guardião da virtude
Observando a vida cotidiana e política brasileira, sem ter a superioridade existencial de um Samuel Beckett da magistral descrição do escritor E. M. Cioran, nos Exercícios de Admiração, fico entre espantado e otimista. Diz o romeno a respeito do amigo irlandês: “O tempo que temos para passar na terra não é tão longo para que o utilizemos em outra coisa além de nós mesmos. Esta frase de um poeta se aplica a todo aquele que recusa o extrínseco, o acidente, o outro. A arte inigualável de ser ele mesmo. Coisa difícil de acreditar, e até monstruosa: não fala mal de ninguém, ignora a função higiênica da malevolência. Nunca o ouvi difamar amigos nem inimigos.
Leia mais